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Google Antigravity 2.0: tudo o que mudou na nova versão (e o que os criadores estão achando)

Google Antigravity 2.0 — nova versão com agentes de IA em paralelo e logo oficial

Se você usa ou acompanha ferramentas de desenvolvimento com inteligência artificial, provavelmente já ouviu falar da nova versão do Google Antigravity. O Google Antigravity 2.0 foi apresentado no Google I/O 2026, em maio, e trouxe uma reformulação profunda da plataforma — tão profunda que muitos criadores e desenvolvedores afirmam que não é uma simples atualização, mas um produto completamente diferente. Neste artigo, reunimos as informações do lançamento oficial, o que o changelog confirma, e o que cinco criadores de conteúdo demonstraram na prática nos seus vídeos sobre o Antigravity nova versão. O objetivo é dar um panorama honesto do que mudou de fato e do que ainda é impressão ou expectativa.

O que é o Google Antigravity 2.0 (resumo rápido)

Para quem chegou agora: o Google Antigravity é a plataforma de desenvolvimento agêntico do Google, lançada originalmente em 2025 junto ao Gemini 3. Se quiser o contexto completo de onde veio a ferramenta, confira nosso guia completo sobre o Google Antigravity.

Até o início de 2026, o Antigravity funcionava principalmente como uma interface gráfica — uma espécie de IDE visual em que você podia rodar sessões do Claude Code (ou outros agentes) dentro de um ambiente parecido com o VS Code. Com a versão 2.0, isso mudou. O foco passou a ser outro: um app independente, centrado em agentes autônomos, que concorre diretamente com ferramentas como o OpenAI Codex e o Claude Code da Anthropic.

O que é oficial: principais novidades confirmadas pelo Google

As informações abaixo estão documentadas no changelog oficial em antigravity.google/changelog e foram anunciadas no blog de desenvolvedores do Google I/O 2026.

1. Novo aplicativo de desktop focado em agentes

O Google Antigravity 2.0 é agora um app standalone com dois modos distintos: o Antigravity 2.0 (o novo, focado em agentes) e o Antigravity IDE (que mantém a experiência visual de código, semelhante ao VS Code, disponível como download separado). Quem preferia a experiência antiga de IDE pode continuar usando — mas o IDE agora é um produto separado que precisa ser instalado à parte.

O app principal traz uma interface minimalista com dois painéis: a lista de projetos e conversas à esquerda, e a área principal de prompt no centro. É uma experiência intencionalmente similar à do Codex ou do Open Code — o desenvolvedor foca no resultado, não no código em si.

2. Gemini 3.5 Flash com três modos de uso: Low, Medium e High

Uma das mudanças mais práticas é a variação de thinking mode dentro do Gemini 3.5 Flash — o modelo padrão da plataforma. Agora você escolhe entre três níveis de esforço:

  • Low: consome muito menos tokens, indicado para tarefas simples como criar uma landing page básica ou ajustes pontuais de código.
  • Medium: equilíbrio entre custo e capacidade, ideal para a maioria das tarefas do dia a dia.
  • High: modo de raciocínio mais aprofundado, recomendado para planejamento e arquitetura de sistemas.

Segundo o Google, o Gemini 3.5 Flash usado no Antigravity é uma versão diferente do que está disponível no Gemini.com — foi desenvolvido especificamente para tarefas longas, workflows agênticos e programação. A empresa afirma que ele supera o Gemini 3.1 Pro em benchmarks de coding e é quatro vezes mais rápido em tokens de saída do que modelos de fronteira concorrentes.

3. Tarefas agendadas (Scheduled Tasks)

Agora é possível agendar a execução de tarefas em horários fixos (cron), de forma nativa no app. O agente é invocado automaticamente sem que o usuário precise estar presente. Isso aproxima o Antigravity de um sistema de automação completo, e não apenas de uma ferramenta de desenvolvimento interativo.

4. Teamwork Preview: múltiplos agentes em paralelo

O comando /teamwork-preview orquestra uma equipe de subagentes especializados (Worker, Reviewer, Critic, Auditor) que trabalham em paralelo para projetos complexos. O Google usou exatamente essa função para construir um sistema operacional do zero — 93 subagentes, mais de 339 milhões de tokens de entrada e custo total de aproximadamente US$ 1.000 em API.

Originalmente disponível apenas para assinantes Ultra, o Teamwork Preview foi ampliado para contas Pro com a atualização recente.

5. Integração com o Antigravity CLI e continuidade entre plataformas

Uma limitação antiga era que o app desktop e o terminal operavam de forma isolada. Agora, com o comando /resume, você pode continuar uma conversa iniciada no app diretamente na CLI — e vice-versa. Para os detalhes completos sobre a migração do Gemini CLI para o Antigravity CLI, consulte nosso artigo Gemini CLI vs Antigravity CLI: o que muda e como migrar.

6. Modelos de terceiros disponíveis no plano Pro

Uma surpresa bem recebida: assinantes do plano Pro agora têm acesso a modelos como Claude Opus 4.6 (com e sem thinking) e GPT-O dentro do Antigravity, sem custo adicional. A plataforma também inclui Gemini 3.1 Pro como opção para tarefas que exigem raciocínio mais avançado.

7. Science Skills: habilidades para pesquisa científica

Um pacote de plugins voltado para cientistas integra dados de mais de 30 bancos de dados de ciências da vida (via Google DeepMind). Disponível para instalação nas configurações de customização da plataforma.

8. Correções e estabilização (versões 2.0.1 a 2.0.11)

O lançamento inicial em 19 de maio teve bugs relatados pela comunidade — o changelog documenta correções de migração de projetos (caracteres CJK), problema de tela preta em alguns antivírus, botão “Open IDE” e créditos de G1. A versão mais recente no momento desta publicação é a 2.0.11 (3 de junho de 2026).

O que os criadores estão demonstrando na prática

Para além do que está documentado oficialmente, cinco criadores brasileiros e internacionais testaram o Google Antigravity 2.0 e publicaram suas impressões em vídeo. Aqui está o que cada um mostrou — com links para as fontes, sem fabricar citações literais.

Repositórios do Claude Code funcionam no Antigravity 2.0

No vídeo youtu.be/bAtNfQHA3t0, um criador da comunidade Maestros da IA testou se era possível pegar um repositório já configurado para o Claude Code e usá-lo diretamente no Antigravity — sem alterações. O resultado foi positivo: o agente identificou a estrutura de pastas, localizou as skills descritas e executou as tarefas corretamente. O criador destaca que a plataforma entende a lógica de skills do Claude Code sem necessidade de reconfiguração, o que é uma boa notícia para quem já tem uma arquitetura de agentes montada.

O mesmo vídeo aponta o que falta: ausência de visualização de estrutura de arquivos (como o painel lateral do VS Code), que obriga o usuário a abrir o código em outro editor para verificar mudanças. Também houve instabilidade com o modo Flash 3.5 High em alguns momentos do teste.

Skills criadas sob demanda: edição de vídeo como exemplo

No vídeo youtu.be/0rc03J6rrpk, um criador demonstrou um fluxo interessante: pedir ao próprio Antigravity que crie uma skill de edição de vídeo (usando FFmpeg e Python) e depois usá-la para montar um short a partir de dois arquivos de vídeo e um áudio separado. O resultado foi funcional — o agente criou os scripts, combinou as mídias e entregou o vídeo no formato vertical solicitado.

A demonstração reforça que as skills no Antigravity são, na prática, arquivos de texto Markdown com instruções — o que significa que você pode criá-las manualmente, solicitá-las ao agente, ou baixar de repositórios públicos como o MCP Market. O criador ressalva que skills criadas no seu próprio contexto (com os softwares que você tem instalados) tendem a funcionar melhor do que as baixadas de terceiros.

Tutorial completo com build real de aplicativo

No vídeo em inglês youtu.be/EB4-udhgVaY, o criador guia toda a jornada do zero: configuração de planos, escolha de modelos para cada fase (planejar com High, executar com Low), uso do modo de voz, construção de um app React com mapa Leaflet e persistência no localStorage. O vídeo detalha a lógica de usar o modelo certo para cada etapa — High para planejamento, Low para execução de comandos simples — como forma de otimizar o consumo de tokens dentro do plano Pro (~US$ 20/mês).

Um ponto que o criador destaca: a divisão entre Antigravity 2.0 (foco agêntico) e Antigravity IDE (foco no código) foi polêmica. Usuários acostumados com a experiência IDE anterior torceram o nariz; quem vinha de Codex ou Claude Code se sentiu imediatamente em casa com o novo formato.

As funções /go e /grillme: autonomia com validação prévia

No vídeo youtu.be/eZobczTA_Wo, o criador explora duas funções novas que, segundo ele, funcionam melhor em conjunto:

  • /go: dá autonomia ao agente para executar um projeto de ponta a ponta sem solicitar validações intermediárias — similar ao modo “unrestricted” / “dangerous bypass” do Claude Code.
  • /grillme: faz o modelo entrevistar o usuário antes de começar, preenchendo lacunas de contexto com perguntas objetivas e apresentando opções. Só depois de alinhar o escopo é que o plano de implementação é gerado.

O vídeo compara dois builds do mesmo prompt (criação de site para captação de leads imobiliários): um sem o /grillme e outro com ele. O resultado sem a função foi funcional e até visualmente competente — o modelo Gemini 3.5 Flash preencheu as lacunas por conta própria. Já o resultado com /grillme teve mais detalhes específicos (galeria de imagens, depoimentos, simulador de investimento com parâmetros definidos pelo usuário). A conclusão do criador: para projetos simples a diferença é marginal, mas para projetos complexos — especialmente usando o /go — o /grillme é essencial para evitar retrabalho e desperdício de tokens.

Teamwork Preview na prática: poderoso, mas caro

No vídeo youtu.be/eEXXzCr8050, o criador testa a nova abertura do Teamwork Preview para contas Pro. O resultado foi honesto: ao tentar criar um tabuleiro de xadrez 3D, a cota de tokens foi consumida inteiramente em aproximadamente 20 minutos, sem que o agente conseguisse concluir a tarefa. A função orquestra múltiplos agentes em paralelo, o que é poderoso para projetos grandes, mas inviável para tarefas do dia a dia com o plano Pro atual.

O mesmo vídeo também confirma a novidade dos modelos Claude Opus 4.6 disponíveis para assinantes Pro sem custo adicional, e detalha a melhoria no Gemini 3.5 Flash com os três modos de thinking.

Oficial × impressão dos criadores: o que separar

É importante distinguir o que está documentado do que são opiniões e demonstrações:

AfirmaçãoStatus
Antigravity 2.0 lançado no Google I/O em 19/05/2026Oficial (changelog + TechCrunch)
Gemini 3.5 Flash com modos Low/Medium/HighOficial (changelog)
Teamwork Preview expandido para plano ProOficial (confirmado pelo Google)
Claude Opus 4.6 disponível no plano ProOficial (confirmado por múltiplos vídeos e anúncio)
Repositórios do Claude Code funcionam sem reconfiguraçãoDemonstrado em vídeo — funciona no caso testado, mas não é garantia universal
Teamwork Preview “não compensa” para tarefas simples no plano ProImpressão de criador (vídeo eEXXzCr8050) — baseada em teste prático, mas o consumo varia
Antigravity 2.0 “não é concorrente forte” do Claude Code aindaOpinião de criador (vídeo bAtNfQHA3t0) — baseada em falta de features como painel de arquivos
/grillme melhora resultados em projetos complexosDemonstração comparativa em vídeo — plausível, mas resultado subjetivo

Vale atualizar e usar o Google Antigravity 2.0 agora?

A resposta depende do seu perfil:

Se você já usa Claude Code ou Codex de forma séria

Vale experimentar o Google Antigravity 2.0, especialmente se você já tem repositórios organizados com skills e arquivos de configuração. A compatibilidade demonstrada nos vídeos é animadora. Mas migrar completamente não faz sentido por enquanto: a falta de painel de arquivos, alguns bugs remanescentes e o ecossistema mais maduro do Claude Code ainda pesam a favor do que você já conhece. A boa notícia é que a arquitetura de agentes — skills, pastas, configurações — tende a ser portável entre as três plataformas.

Se você está começando agora

O Google Antigravity 2.0 é uma opção legítima, com plano Pro a cerca de US$ 20/mês e interface mais acessível do que o terminal. O Gemini 3.5 Flash Low é uma boa forma de iniciar projetos simples sem consumir toda a cota. As funções /grillme e o agendamento de tarefas são diferenciais concretos para produtividade.

Se você quer entender onde o ecossistema está indo

O Google Antigravity 2.0 é um sinal claro de que o Google está apostando no paradigma agêntico com seriedade. A integração nativa com Firebase, Android e Google AI Studio, somada ao modelo customizado para workflows longos, mostra uma estratégia coesa — diferente do que era antes, quando o produto parecia mais uma IDE com IA plugada do lado. O comparativo completo entre os grandes modelos continua disponível no nosso artigo ChatGPT vs Gemini vs Claude.

O momento mais provável para uma adoção mais ampla é quando a plataforma resolver a ausência do painel de arquivos e estabilizar o consumo de tokens do Teamwork Preview. Até lá, faz sentido manter o Antigravity como ferramenta secundária de experimentação, não como substituto principal.


Última atualização: 10 de junho de 2026. Informações baseadas no changelog oficial do Antigravity (versão 2.0.11) e em vídeos publicados entre maio e junho de 2026.

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